Estado de compadrio

Preso à noite e deputado de dia, deputado vota a favor de Temer "conforme orientação de partido":

Preso em regime semiaberto, o deputado Celso Jacob (PMDB-RJ) foi o voto número 171 a favor do presidente Michel Temer. Jacob foi preso pela Polícia Federal, em cumprimento à determinação expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 23 de maio

Vossa Excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. Isso não é estado de direito. É estado de compadrio. Juiz não pode ter correligionário
, disse Roberto Barroso para Gilmar Mendes

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Les dystopies et la ruine du monde

Entretien avec Gregory Claeys, auteur de Dystopia : A Natural History.

Comment qualifier la période dans laquelle nous vivons ?

Une personne instruite ne peut qu’être pessimiste quant aux perspectives de l’humanité pour le siècle à venir, un siècle décrit par le scientifique britannique Sir Martin Rees comme « le dernier siècle de l’humanité ». L’échec des pays à se mettre d’accord sur des contrôles environnementaux beaucoup plus stricts que l’accord de Paris vont de pair avec une augmentation d’une multitude de mauvaises nouvelles allant de la fonte des glaciers et du déclin de la jungle amazonienne au réchauffement de la Terre et des océans. Les nouvelles en 2017 ont été pires sur ces thématiques que ce qui avait été envisagé en 2016.

La preuve d’un réel déclin du bonheur personnel peut être apportée par la hausse des taux de consommation de drogues (l’épidémie d’opioïdes aux Etats-Unis), des taux de suicides et du traitement de la dépression. Il serait difficile de ne pas en déduire que non seulement nous sommes empiriquement dans une période de déclin très important (mesuré à l’échelle planétaire), mais aussi que nous commençons à réaliser le niveau de gravité de notre position et notre impuissance face à la catastrophe.

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Mamãe, não falei?

Incrível o nível de podridão do MBL. Eles realmente querem se afundar nessa da proibição do Santander, fazendo tudo parecer um "boicote".

A cereja do bolo é aquele playboy do "mamãefalei". Ele vai no meio da manifestação dita "de esquerda", pois se é contra o MBL, "só pode ser de esquerda", certo?

Ele chega com uma equipe, rodeado por outras câmeras, com o propósito claro de fazer provocações até ser agredido e filmado. É o típico palmeirense que quer rasgar uma bandeira do Corinthians no meio da arquibancada da Fiel.

As perguntas são mal formuladas, não afeitas ao debate (quem fala mais é ridicularizado) e deliberadamente feitas para constranger quem responde. É a típica postura do jornalista do plantão policial ao bandido: "você confessa que assassinou?"

"Você acha que foi boicote ou censura?"
"Censura."
"Mas se foi censura, qual lei proibiu?"

Tudo se passa como se o Santander fechasse o evento por "vontade própria", pois "respeita" seus clientes e não achou que a exibição contemplaria suas metas de "serviço". E por baixo, o MBL passa implicitamente a tese de que a exposição realmente foi sobre zoofilia, pedofilia e quetais, e logo, estava errada. A outra tese é de que a arte se reduz a propósitos de clientelismo e comércio: o cliente não gostou? Se a empresa é inteligente, que feche a exposição! Pois o MBL é, como dizem os dirigentes, o próprio povo, o Volk!

"Você é contra a Escola Sem Partido"?
"Sim"
"Você leu a lei?"

Como se as pessoas contrárias à lei fossem simplesmente ludibriadas sem conhecer qualquer teor, sendo automaticamente desqualificadas.

Além disso, as perguntas são fechadas e as respostas possíveis constam todas no script. Não há como "perder".

No fim da noite, lá estão os vídeos. Enfim, não é preciso discutir quando se tem a própria voz do Volk e o programa adequado das falas.

***

Disso tudo, não deixa de ser também surpreendente como os ditos manifestantes são sempre pegos e oferecem às vezes espetáculos grotescos. Muitos deles são, sim, dessa esquerda que se vê por aí.

Uma esquerda que apenas adota palavras de ordem e uma direita igualmente burra, com iguais palavras de ordem, mas uma câmera e alguns ensaios. Eis o estado da coisa.

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Lula é preso e decide delatar

Não seria inútil fazer o experimento mental: Lula é preso e decide delatar. O que aconteceria?

A justiça tem sido feita para levar a Lava Jato até onde for, ou para pegar Lula? Qual seria o tom da imprensa após uma eventual prisão?

Por exemplo, será que a imprensa cometeria um artigo como esse, da Folha, no qual Lula é novamente visto como fazendo um "embate" contra Moro, e a resportagem inteira é feita para canalizar o julgamento do leitor contra Lula, ao invés de fornecer elementos para que o leitor, ele mesmo, julgue?

Ou senão, vejamos: segundo a Folha, não se trata de um julgamento, mas de um "embate"; Lula está mais "nervoso", "acuado e agressivo"; "perto de explodir verbalmente" é "mais réu do que candidato". Além disso, se o feminismo não fosse "pró-Lula" (!), teria acusado ele de responder coloquialmente por "querida" a uma magistrada.

O mais incrível da reportagem é o jogo retórico: a reportagem inteira foca no "teor da acusação", de que Lula teria fugido ao assunto e Moro o manteria "nas cordas", isto é, respondendo apenas sobre o teor do processo. Mas sobre o processo e suas circunstâncias, a Folha nada comenta (nem sobre os comentários em jogo!). Igualmente, a Folha em nada comenta sobre as próprias fragilidades recentes da Lava Jato e do judiciário brasileiro.

Não é uma pauta para discutir publicamente acusações e acusados. É uma pauta passional para analisar o quanto um indivíduo, cultivado como "último chefão do jogo", está ou não balançando no "embate" contra a justiça (mas a imagem da justiça não era para ser imparcial??)

Por isso vale o exercício mental: e se Lula é preso e eventualmente decide delatar? Não estará a imprensa esgotada, e com ela também a Lava Jato? Todo o circo terá chegado ao ápice.

Teremos um povo orientado à "justiça" e com a sanha de que ela seja feita e apurada? Continuará Moro sendo um cruzado em nome da "justiça", ou pendurará as chuteiras ali?

A resposta a isso define se o Brasil é um lugar que vale a pena levar a sério ou onde vale a pena viver.

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Do ISIS ao retorno à vida

Linda fotoreportagem de Marcio Pimenta sobre as mulheres Yazidis que retornaram ao lar após serem submetidas à exploração sexual pelo Estado Islâmico.


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